20.6.05

Pesadelo Prosaico

Doutor,

como prometido em nossa última sessão, aqui está uma descrição menos balbuciante de meu sonho (a fala seria uma forma perfeita de comunicação, caso houvesse uma tecla BackSpace):

Estava ela na minha frente. Não Ela, mas uma mulher genérica. Uma mistura de todas as mulheres que conheço ou conheci. Tenho certeza que minha mãe estava lá (pausa para duas piruetas suas, seu freudiano de merda!). Ela estava vestida. Não me peça para descrever, porque não saberia. E não interessa. O importante é que ela estava vestida. E eu nu.

Meu pau estava duro, numa ereção grotesca. Músculo, prepúcio, cabeçorra e veias pulsando assustadoramente, como um alienígena preso à minha virilha. Tinha vida própria. E eu era apenas a extensão de sua existência, a base com pernas que o locomovia, impedindo-o de ser um pau duro prostrado.

Ela olhava para ele, e sorria. Meio excitada, meio histérica, totalmente assustadora. De novo, não tinha nada a ver com a risada d'Ela. Não era escárnio. Não era desprezo. Era uma risada de antecipação. Ela QUERIA ser arrombada por aquela criatura cilíndrica de carne. Queria sentir suas entranhas preenchidas por ela, recebendo seus sucos no colo de seu útero, beijá-lo e engoli-lo com seus grandes lábios.

De repente ela estava nua. E a ereção se tornou dolorosa. Comecei a gritar quando ela tocou meu membro com seus dedos (unhas compridas, pintadas de vermelho. Clichê, não?). E eu não estava mais a fim. Estava doendo demais. Mas eu era um escravo daquele monstro. Eu não tinha vontade própria. E ele cresceu ainda mais.

E ela riu. Sua boca abriu num ângulo antinatural, como a de uma jobóia, e abocanhou meu pau como se fosse um bezerro. Sua cabeça se deformou inteira graças a isso. Sua expressão multifacetada se tornou uma caricauta, um arremedo humano, uma paródia com olhos injetados. E ela sugou avidamente. E eu já não tinha mais controle nenhum. A dor era imensa, mas a excitação também. Senti nojo de mim mesmo por me excitar com aquilo, mas como já disse, não tinha controle.

De repente a sucção parou. Ela retirou a boca, mas sua cabeça manteve a deformação, como se meu pau tivesse alargado seu crânio irremediavelmente. E ela veio, lentamente, lambendo meu corpo. E eu tremia. Quando sua imensa cabeça enluarada e disforme se aproximou de meu rosto, eu sabia o que aconteceria. A boca escancarou-se, mostrando uma mistura de saliva e secreções penianas pré-ejaculação. A língua era uma pústula verruguenta, e dançava ávida entre seus dentes. Aquela boca cobriu a minha cabeça inteiramente, e a língua pincelava meu rosto. Senti ânsias. Senti nojo.

Fiquei mais excitado.

Meu pau já estava maior que eu. Ele pulsava como um imenso coração, cuspindo porra de seu ventrículo encefálico. Ela tirou a língua, e me envolveu em seus peitos imensos. Eu, lambuzado de saliva, escorregava para cima e para baixo. Tentei me livrar daquele esmagamento, mas meus braços eram pequenos e inúteis como os de um tiranossauro. Tentei curvar o corpo, mas meus músculos estavam rijos e tensos demais.

Subitamente ela me libertou. Abri os olhos, apenas para ver que eu já não era mais um homem com pênis. Era um pênis com homem. E meus braços haviam sido transferidos para ele, que agarrou a mulher e puxou-a para si. Vi sua buceta imensa e alagada de secreções se abrir. Mais rápido do que eu pudesse imaginar, fui envolvido por ela.

Caos completo. Vai-e-Vêm na escuridão absoluta. Claustrofobia e afogamento.

Um choque elétrico percorreu todo meu corpo.

Não agüentando mais, vomitei.

Porra.

Foi quando eu acordei. Suado, gozado e tremendo.

Pronto, doutor, mais material para sua tese.

Divirta-se.

13.6.05

Interlúdios Noturnos

Eu sentei no canto da cama. Era madrugada. Estava quente. Tirei a cueca empapada de suores e sucos penianos. Sonho pornográfico, como sempre. Peguei meu pau novamente flácido e sorri para ele, que, exausto, ameaçava se esconder na mata pubiana de minha virilha.

A janela estava aberta, e o ar frio da noite poluída invadia minha privacidade. Gostaria de dizer que apenas as estrelas e a lua haviam sido as testemunhas de minha polução e de minha nudez, mas estaria sendo desnecessariamente poético. Mesmo porque não havia lua nem estrelas no céu poluído. Não, ninguém havia presenciado meu tesão noturno. Nem mesmo eu, que na verdade já esquecia o sonho como se ele fosse apenas uma névoa de bituca em meu cérebro. Não que fizesse diferença, era mais um sonho, como tantos outros.

Meu corpo estava amortecido o suficiente para que eu não pensasse nele. Minha boca entreaberta não dizia palavra. Estava seca como minha alma perdida. Meus olhos estavam tão remelentos que era uma esforço mantê-los abertos, mas em meu torpor não me importei. Era um cadáver insone.

Sem razão aparente, caí num choro agoniado. Apenas meu rosto se franziu com o irromper das lágrimas. O corpo permaneceu imóvel, exceto pelos espasmos pulmonares necessários para emitir gemidos angustiados. Não queria cobrir meu rosto. Não tinha vergonha de minhas lágrimas, pelo contrário, queria espalhá-las ao mundo, como uma chuva de canivetes agridoces. Queria que cada alma, cada condenado, cada filho da puta desse mundo recebesse uma gota dela. Que as ruas se inudassem de minha tristeza sem nome ou razão, mas nem mesmo consegui inundar meu próprio colo.

As lágrimas secaram, mas eu insisti no choro seco. Com a unha do polegar apertei a pele branca de minha coxa, até que ela se rompesse e o sangue fluísse. A dor foi excruciante, maldita, divina, libertadora. As lágrimas voltaram a correr por alguns segundos, mais pela dor física do que emocional, mas secaram novamente logo em seguida.

Espalhei o sangue que escorria pela perna. Era pouco, mas suficiente para tingir minha pele com um tom inicialmente róseo, e depois escarlate coagulado. Com a mão ainda suja usei-o como tinta para uma máscara de palhaço. Pintei cruzes sobre meus olhos, e um grande sorriso sangrento emoldurando minha boca.

O sangue parou de jorrar pela ferida. Era superficial e insignificante como minha angústia sem objetivo. Ergui-me.

Deixei o vento noturno lamber meu corpo, secando suor, sangue, lágrimas e porra numa casca impenetrável, uma armadura biológica para quaisquer males que venham de fora. Era minha concha, minha carapaça, minha crisálida com cara de palhaço. E eu era um Louva a Deus ateu, esperando a decapitação pós-coito que nunca virá.

Doutor, eu odeio o dia dos namorados.

6.6.05

Matinais

Sabe, doutor...

Você não sabe nada.

Eu não sei se você sabe que não sabe nada, ou somente é um ser safardana que só se sai sem sutilezas.

Hoje estou cheio de esses.

E efes.

Foda-se o fodido do fulambento do falsário que ferrou a fumbica do fumeta.

A vida é um sufixo lento e repetitivo, sem artigos ou preposições.

Sem sentido? Foi foda.

Você entendeu?

Eu não tenho remédio.

Apenas frases ambíguas.

Quer saber?

Estuda.

27.5.05

Sexta Feira do Escritório do Bem e do Mal

Doutor,

faz tempo que não escrevo nada, não é? Pois é, como eu disse pra sua secretária quando cancelei a consulta desta semana, o trampo engrossou. Trabalhei mais nas duas últimas semanas que nos últimos dois anos.

O que aconteceu? Bom, pra começar houve dança das cadeiras na diretoria, e tá todo mundo querendo provar serviço pra fugir de um possível corte. Eu inclusive. Não gosto desse trabalho, preferia ter outro meio de me sustentar (como viver de pensão do governo ou de uma mesada de uma velha rica), mas não é o caso, e eu tenho que acompanhar o ritmo, senão vou pra rua. E já foi difícil encontrar uma empresa que me suportasse (costumo dizer que não confio em empresas que me contratam).

Mas se fosse só por isso, até que estava tudo bem. Trabalhando sem parar livra a mente de pensamentos mórbidos. E eu estou até dormindo bem. Mas desgraça nunca vem desacompanhada, não é? Pois bem, vamos a elas:

Primeiro, a chuva da quarta feira. Ô dia pra me foder! Precisava entregar duas dúzias de serviços que realizei (mal e porcamente, mas e daí?), e cai aquela chuva. A garagem do meu prédio alagou. Meu carro virou navio de aquário. Acho que vai ser perda total. Deu o maior desespero ver ele boiando na garagem. Só parou de navegar quando bateu num pilar, amassando toda a lateral. Chamei o porteiro pra perguntar por que não haviam me avisado, para que eu pudesse retirá-lo a tempo, e ele disse que tentou, mas ninguém atendeu o interfone.

É claro que não atendi! Meu interfone está quebrado há 6 meses! E toda vez que peço pra consertarem, eles dizem que irão "naquela semana", e nunca aparecem! Ah, mas desta vez eu tiro o sangue do condomínio! Eles que esperem o oficial de justiça. Ou um gato morto pregado na porta do síndico.

Não consegui nem sair de casa naquela manhã. Meu quarteirão alagou inteiro. Voltei pra casa pra dormir mais um pouco, mas não consegui, pois meu supervisor foi o único a conseguir chegar no escritório, e ficou me telefonando até que eu pudesse sair, me xingando de um monte de coisa. Xinguei de volta o filho da puta! O que ele queria, que eu pegasse uma leptospirose só pra poder entregar o serviço a tempo? Ele que se fodesse!

Consegui chegar no trampo depois do almoço. De ônibus, pois meu salário não consegue pagar nem um táxi. Fiquei até as dez e meia no escirtório, e não consegui finalizar tudo. Meu supervisor foi pra casa às 18hs, e me ligou às 21hs, dizendo que se eu não terminasse tudo, teria que vir no feriado.

E estou aqui agora. Não quero trabalhar, por isso decidi escrever para você. Lá fora está fazendo um sol de fazer inveja a baiano. E meu supervisor deve estar em Angra, bebendo cerveja e olhando bundas de bikini. Filho da puta sem mãe...

Vou ficar por aqui, então se você ler isso, me dá uma ligada. Isso se você tiver tempo entre um chocolate quente e um uísque aí em Campos do Jordão, seu corno barrigudo.

20.5.05

Desabafo

Doutor,

hoje eu não estou legal.

Estou com vontade de quebrar tudo. Cometer uma chacina. Ficar sozinho numa loja de lustres com um pé de cabra. Encher de porrada o primeiro filho da puta que olhar na minha cara. Queria rasgar minhas roupas, ficar pelado que nem bicho, apenas sacudindo meu pau mole para quem quisesse ver. Me descabelar, rosnar, salivar, rolar na sujeira, encobrir meus feromônios com minhas próprias fezes.

Hoje eu dormi na cozinha. Por quê? Pra não me matar. A maioria dos suicídios ocorre no quarto. Outros tantos no banheiro. Alguns na sala. Mas nenhum na cozinha. A cozinha é o templo da sobrevivência. Dormi no chão frio, nu e desconfortável. Minhas costas vão se lembrar desta noite o final de semana inteiro. Foda-se. A dor é libertadora. Nubla a mente, elimina distrações, entorpece melhor que qualquer droga.

Não me barbeio há uma semana. Banho, o último foi na terça. Meu corpo é uma mistura de odores corporais ressequidos com desodorante vagabundo. O Jeremias não recuperaria as garotas perdidas só com desodorante, e eu sou prova disso.

Levantar foi um suplício automático. Minhas juntas estalavam como se eu tivesse ficado naquela posição por meses, e não horas. A nevralgia nos músculos quase atrofiados limitam meus movimentos. Minha nuca dói. Minha epiderme se tornou um invólucro morto de um monstro que ameaça rasgá-lo a qualquer momento, e sair por aí em carne viva assustando, enojando, matando, destroçando.

O cara na baia da frente faz aniversário hoje. O ritual hipócrita de cumprimentos já dura meia hora. De mim ele só vai ganhar um risco na lateral de seu carro, fundo o suficiente para ser notado, mas raso demais para justificar uma funilaria. E vou mijar na maçaneta.

Não tenho nada contra ele, doutor. Nem o conheço direito. Só vou puní-lo por atormentar minha depressão com sua felicidade anual. Odeio pessoas felizes, principalmente nesses dias.

Quero beber. Quero fumar. Quero rasgar o cu de uma patricinha, arrancar lágrimas de seus olhos maquiados, espremer seu cérebro como uma espinha. Gozar em sua amígdala e engasgá-la com meu prepúcio. Depois deixá-la ao léu, meio traumatizada, meio envergonhada por ter curtido tanto o estupro. Bicho insensível que sou, guiado por instinto e hormônio.

Doutor, "Bipolar" é teu cu de viado, que tem mão dupla.

9.5.05

5 contra 1 (E não é bronha!)

Doutor,

sou corintiano. Assumo.

Tá, e daí, você me pergunta? Bom, em primeiro lugar porque realmente gosto de sofrer. Muito. E não tem time melhor que esse pra sofrer. Por quê? Bom, eu poderia torcer pra Portuguesa, XV de Piracicaba, etc, mas esses times não tem a menor chance de ganhar nada. O Corinthians tem. E cada vez que toma um chocolate desses, o corintiano sofre por dentro. E eu curto isso.

Deixa eu explicar, que não está muito claro: odeio futebol. Não vejo a menor graça em assistir 22 marmanjos iletrados correndo atrás de uma bola (nem vou mencionar o quanto eles ganham, que daí minha raiva me impossibilitaria de escrever essas linhas). Acho um jogo besta. Não me dá o menor tesão perder duas horas assistindo isso.

Mas confesso ser corintiano.

Não por obrigação social. Torcer para algum time já quase faz parte do RG: Zebedeu, 32, paulistano, corintiano, macumbeiro, etc. Mas eu não me declaro corintiano por essa razão, mas por uma constatação simples: odeio corintiano. Odeio ver aquela corja barulhenta pulando que nem macacos (sem preconceito aos macacos, bem entendido) e gritando que nem uns trogloditas protegendo uma poça d'água barrenta. São fanáticos cegos e ignorantes (pleonasmo?), sem a menor idéia do que os move em sua paixão.

Primeiro, torcedor em geral é chato. São uma cambada de frustrados sem vida própria, gozando com o pau dos outros. Que adianta em minha vida saber qual era o ataque do Íbis em 1943? Ou saber narrar todos os gols do João Melancia? Ou gastar dinheiro com o DVD "Pelé Eterno"?

É paixão, sem maiores explicações. Em meu último texto falei sobre a mistificação do sexo. Pois bem, o sexo até fica mais fácil de compreender em comparação à mistificação do futebol, seja aqui, país miserável sem outra válvula de escape para as massas, seja na rica Europa, com seus Hooligans e outros malucos. É uma paixão absurdamente absurda, que chega a ser até... interessante?

Sei que já devem existir estudos sociológicos a respeito, e não estou interessado. Sou um egocêntrico, não quero saber da opinião alheia. Formulo a minha, e foda-se.

Dentre os torcedores brasileiros, o corintiano se destaca. Ele é o que mais sofre. O que mais chora. É o que mais mata e morre pelo time. Dois exemplos:

- O cara que foi flagrado pela TV no alambrado do jogo de ontem, gritando: "Tira o curíntcha daí! Não faz isso com o curíntcha!", e que continuou a ladainha mesmo sob borrachadas impiedosas da polícia.

- Aqui no trampo tem um cara que é o típico corintiano. Até com jaqueta e gorro com o símbolo ele vem trabalhar. Fala um português risível, daqueles de fariam o Pasquale se enforcar numa corda metafórica. Pois bem, ele NESTE EXATO MOMENTO está chorando como uma menina no banheiro, depois de ouvir as brincadeiras impiedosas dos colegas. Se continuarem, não duvido que ele arrume uma arma e saia atirando em todo mundo. Ia ser legal.

Não é fascinante? O primeiro eu não sei, mas o segundo é casado, pai de família, tem carreira e outros interesses, e sofre como se tivesse perdido um parente depois de uma derrota sem a menor importância! Isso é maravilhoso em sua obscuridade! Acho que se alguém perguntar por que ele está chorando daquele jeito, nem ele saberá explicar! É algo tão bizarro, tão fantasticamente irreal, que é impossível não se comover!

E é por isso que me digo corintiano. Por odiar e admirar os corintianos desta maneira. Que outro time poderia me trazer tamanha contradição? Que outro time consegue despertar tanto amor e tanto ódio?

Doutor, que time é teu?

2.5.05

Sexo? É bom, mas...

Doutor,

hoje quero falar de sexo. Não com você, bem entendido. Mas de relações sexuais consensuais entre seres humanos.

Por que damos tanto valor a ele? Sério, pensando friamente. O que há de tão importante na troca de fluidos corporais por vezes nojentos (nada tira da minha cabeça que a porra não passa de catarro do pau). Que merda de vida é essa que levamos onde o ato mecânico e hidráulico entre dois adultos pelados é tão valorizado, sendo que a metade da população passa pelo menos metade da vida perseguindo isso, e a outra metade falando a respeito?

É só ver a profusão de programas a respeito que pululaam na televisão. Não, não acredito que esses programas tenham aparecido porque estamos fazendo mais sexo, ou que a coisa tenha liberado de vez. Acho que é um fenômeno exclusivo da mídia, que de uns tempos pra cá está experimentando uma liberdade que desde a queda da ditadura eles tinham certo receio que usar, seja por medo, seja pela influência retrógrada de nossos brothers republicanos e reacionários.

O caso é: se fala muito a respeito de algo básico. Fora bactérias, protozoários, bacilos e algumas criaturas hermafroditas, TODO MUNDO faz sexo! E quando digo todo mundo, é TODO MUNDO mesmo! Acho que existem criaturas que nascem sem saber direito o que está acontecendo, mas uma coisa elas sabem por instinto: é melhor trepar muito, ou então sua espécie pode se extinguir.

No caso dos animais não-humanos, é válido que eles pensem assim. O macho-padrão tem como função espalhar seus genes o máximo possível, pois é a única maneira de evitar a extinção: fazer mais filhos do que os predadores consigam devorar. Mas e os animais-humanos? Nós, em teoria, já passamos dessa fase há algum tempo. Com exceção de alguns grupos religiosos fanáticos, não fazemos sexo apenas para procriação. O lance é diversão pura e simples. Que nem se lambuzar de sorvete um dia quente, ou peidar na almofada do sofá.

Então por que a gente complica tanto?

O sexo ficou tão valorizado que as mulheres já descobriram que podem utilizá-lo como moeda de troca. Pode perceber: mulher não abre as pernas antes de ser cortejada, seduzida, convencida que você vale a pena. E os homens, babacas que são, caem no jogo. Compram flores, presentes, jantares caros, falam palavras doces e declamam versos. Tudo isso pra poder preencher a cavidade pubiana delas.

Cansa, doutor. Se você reunisse um grupo de mil homens, e perguntasse se eles REALMENTE preferem passar por toda essa "entrevista", te garanto que pelo menos 90% prefeririam pular pro básico: "Oi, meu nome é Fulano. Quer dar uma trepadinha sem compromisso?", e receber de resposta um mero "Topo!", ou até mesmo um "Oba!". Sem poesia, sem luz de velas, sem gastar uma fortuna.

Um cara aqui do escritório está beirando os quarenta, e sempre que alguém pergunta quando ele vai casar ele responde: "Pra quê? Pago uma puta por semana, e é muito mais barato e divertido que casar!"

Doutor, ele está certíssimo em sua lógica chauvinista! Ele virou o jogo. Colocou o sexo no seu devido lugar, como um commoditie a ser aproveitado sem culpa, peso na consciência ou conseqüência emocional exagerada. É pinto na buceta, vai e vem, esporrada, e rua! Não tem que pensar muito a respeito. Não tem que analisar, filosofar. Tem que fazer!

Sei que isso pode parecer chocante para um freudiano obcecado pelos peitos de sua mãe como o senhor. Mas talvez eu tenha chegado num ponto de maturidade onde já passei da fase do "Bom mesmo é sexo!" (parafraseando Veríssimo). Talvez eu tenha chegado num nível hormonal tal que o sexo tenha perdido sua importância obscura, e chegado ao patamar de simplicidade que merece, sem mais nem menos importância do que se alimentar ou dormir um pouco.

Ou talvez seja porque eu estou com o pau embutido no saco nessa manhã fria.

29.4.05

Mil?

Doutor, você anda divulgando esse blog pra seus colegas vouyeristas da faculdade de psicologia?

Tá vendo o numero lá no lado direito, em cima da lista de posts antigos? Pois bem, aquele é o número de acessos ao blog desde que ele foi criado. É, já passou de mil. Mil malucos desocupados e tarados pelos problemas alheios, que devem passar aqui todos os dias pra tomar uma dose de minha desgraça.

Mil caracteres se decompondo na vala comum desse imenso cemitério de hipertexto, apesar dessa frase funcionar melhor em inglês.

E por que cargas d'água eu continuo sendo um solitário inveterado? Onde estão todas essas pessoas que diariamente passam por aqui? Que prazer elas tiram em observar minhas desgraças analiticamente, como um nerd de óculos grossos observando um viveiro formigas com apenas um sobrevivente?

Não quero amigos. Não quero companheiros. Caralho, não quero nem colegas!

Vocês não são nada! São apenas cadáveres em potencial.

A vida nada mais é do que uma contagem regressiva para a morte. E eu posso ser aquele que quebra o cronômetro, abreviando a espera.

Doutor? Nada.

25.4.05

Salada de Sentimentos

Doutor,

nessa última semana passei por diversas emoções, por vezes conflitantes, por vezes simultâneas, e na maioria das vezes desgastante, graças a notícia que eu seria pai.

Primeiro veio o desespero. Total e completo. Chorei, gritei, quebrei tudo, xinguei Deus e o Diabo. Passei o sábado de cama. Acho que até tive febre, mas não queria interromper o choro para buscar o termômetro. Fiquei mal, deprimido, pensei em me matar mais de uma vez.

Quando o choro passou eu fugi de casa. Sei que essa piada é velha (o cúmulo da revolta, lembra?), mas eu simplesmente não queria ser encontrado. Caí no mundo a pé. Perambulei pela madrugada totalmente perdido. Acho que só não fui assaltado pois os ladrões talvez tenham ficado com medo de minha cara miserável. Ou pena. Ou escárnio.

Não sei como, acabei numa farmácia 24 horas. Perambulei pela seção infantil por um tempo que não sei precisar. Mas foi tempo suficiente para que as etiquetas de preço de fraldas, mamadeiras, chupetas, lenços umedecidos e toda sorte de bobagem pediátrica que pudesse aparecer ficassem flutuando na minha vista. A mente entorpecida fazia as contas, e o desespero aumentava. Só dei por mim quando o segurança me abordou, e me expulsou. Implorei por piedade, ou um Valium genérico, o que estivesse mais à mão, mas em resposta ele me enxotou do estabelecimento.

Eu queria me embriagar, mas também não queria. Eu não esqueço quando bebo ou me drogo, pelo contrário. Meus esqueletos-de-armário normalmente perdem o pudor quando estou alto, e fazem um baile dos mortos em minha cabeça.

Caminhei um pouco mais, e fui abordado por uma puta fulambenta. Pensei em pagar pra que ela me ouvisse, sem sexo (nem queria pensar nisso!), mas ela disse que não topava doido, e que eu fosse falar com um padre. Já estava amanhecendo, e aceitei a proposta. Entrei na primeira igreja que vi. Era uma daquelas evangélicas de garagem. O pastor me ouviu com um interesse cínico, e depois desfiou uma porrada de asneiras sobre o sangue de Jesus e os evangelhos. Só percebi o golpe quando ele me deu uma caneta e me estendeu um contrato. Nem pensei, arremessei a caneta na cara dele e rasguei o papel. Depois de dois socos no estômago de um gorila de terno, estava de novo na sarjeta.

Depois disso, veio a aceitação. Voltei para casa, conformado com o destino. Seria pai, sim, mas só o pai biológico. Ela mesmo havia dito isso. Não precisava me encanar. Bobeasse eu nem veria o fedelho. E ele não saberia a porcaria de pai que havia doado o milk-shake genético que o originou.

Mas eu não consegui desencanar. Numa crise estranha, limpei o apartamento inteiro. Esfreguei chão, paredes, arrumei a cama, limpei a geladeira, os armários, me livrei de toda a pornografia entulhada. Até a privada eu limpei. Meu apartamento de repente tinha ficado parecido com uma casa de gente. Fiquei satisfeito.

Passei a semana mais leve depois da aceitação. Não tinha pensamentos mórbidos, não tinha espasmos punheteiros. Eu seria pai, e um pai deve ter um mínimo de responsabilidade. Chegava no trabalho na hora, tomava banho todos os dias. O senhor teria se orgulhado de mim. Eu estava ficando quase normal. Sério!

Aí ontem veio a bomba. Já disse que alegria de pobre nunca dura muito? Pois comigo isso é regra. E eu, besta que sou, sempre caio na esperança que as coisas vão melhorar.

O que aconteceu? Ela me ligou. Perguntou como eu estava, e eu, babaca, contei como tinha sido minha semana. Juro que estava me sentindo nas nuvens. Contei das faxinas, do trabalho, da mudança. E disse, inocente, que quando o pirralho nascesse eu estaria aberto a pelo menos conhecê-lo.

Aí ela riu. E eu estremeci. É, era aquela risada maligna dela, que faria a Maga Patalógica borrar as penas. Não só riu, ela gargalhou histericamente, chegando a derrubar o telefone. Cruel, a maldita me deixou ouvindo aquelas risadas arrepiantes por longos minutos. Desesperado, eu gritava pra que ela paresse, mas isso só fazia ela rir mais. Quando acabou o fôlego, ela soltou a bomba:

- Eu não estou grávida porcaria nenhuma! Você realmente acreditou nisso?

Fiqui mudo por um tempo, e ela foi explicando a idéia. Não entendi a motivação que uma brincadeira dessa pudesse ter além de pura maldade, crueldade, uma sacanagem sem tamanho. Me senti um pato numa pegadinha chula. Ela riu, e riu. Eu desabei no chão estranhamente limpo, e não consegui nem chorar. Não me senti aliviado. Tinha sofrido, mas finalmente aceitado a idéia de ser pai. Estava até gostando desta nova fase de minha vida, e a escrota destruiu tudo. De novo.

Sem palavras, desliguei o telefone. Ele tocou em seguida, e eu o arranquei da tomada com um solavanco e o atirei na parede. A casa foi a próxima. Quebrei tudo, machuquei minhas mãos com os copos de vidro, e estampei palmas sangrentas nas paredes. Só sobreviveu o computador, nem sei por que. Talvez para que eu pudesse escrever isso aqui.

Comecei a beber no começo deste relato. Ainda não estou bêbado, mas pretendo ficar. Completamente. Aí não sei se o computador sobreviverá. Foda-se.

Antes de morrer, acabo com aquela piranha. Estrangulo ela lentamente, deixando-a no limiar da inconsciência, enquanto tiro, com um pegador de sorvete, cada órgão de seu corpo. Penduro ela de ponta cabeça na parede, de modo que o cérebro permaneça irrigado, e ela consciente, durante todo o processo. Arranco fora o seu útero e prego na parede ao seu lado. Cuspo e mijo nele, de modo que ela veja o desprezo que tenho por seus órgãos reprodutores. Esmago suas trompas com os pés descalços, aos chutes. Arranco suas mamas na faca quente, e obriga ela a mamar nas próprias tetas decepadas. Cubro seus sangramentos com Pampers Ultra-Seco, e vejo o floc-gel sugando sua vida lentamente.

Ao som de Balão Mágico e Xuxa.

Doutor, já sabe.

15.4.05

Não podia ser pior...

Argentino na cadeia, possível papa alemão, queda na bolsa, queda nas exportações, brasileiro dado como morto no Iraque, Bush rindo no Arkansas, Lula chorando na África, inflação subindo, salário baixando, custo de vida subindo, medida provisória baixando, impostos subindo (estou ficando tonto), crise do petróleo, desemprego, fome miséria, carro-bomba, homem-bomba, meia-bomba sem viagra.

É nesse lugar que eu vou colocar uma criança?

É você entendeu bem, doutor. Ela tá grávida! É, prenha, embuchada, embarrigada! E é meu!

Antes de mais nada, sim já pensei nisso. E sim, ela só me deu a palavra que era meu. Claro que não dá pra confiar. Ela pode ter um amante por dia da semana. Pode ter participado de uma sessão de surubas vagino-anais, e o feto não ser mais do que um monte de espermatozóides-guimbas sem dono definido grudados num óvulo-chiclete no cinzeiro que deve ser seu útero. Sim, pode ser.

Mas não é.

Como eu sei? Dedução lógica. Ela não é pobre. É uma puta escrota, mas é bem vestida. Meio patricinha, sabe? Cabelo e unhas sempre bem cuidados. Roupa de griffe. Não fala "menas" nem "a nível de" e nem trata todo mundo como "fio/fia". Tem educação. Sabe consertar computador. Discute filosofia tão bem quanto abre as pernas. Já a peguei citando Rumboldt e Rilke numa mesma frase!

Agora, a dedução: O que uma mulher dessas ganharia me dando o golpe da barriga? Sou pobre, fodido, endividado, com sérios distúrbios anti-sociais, potencialmente violento, e com um péssimo papo. Nem eu me agüento! Ás vezes me pego cuspindo pro meu reflexo no espelho.

Tem outra coisa: imagina o que vai sair daquela pança? Meu Deus, mistura um porra-seca-de-punheta que nem eu com uma rampeira-puta-vaca-escrota que nem Ela? Só falta Ela se chamar Rosemary! E ele Damian!

Meu pesadelo foi uma profecia? Que merda de profeta que eu sou!

Ela me disse que não quer nada, só me avisou pra que eu não ficasse na ignorância. Bosta de consolo este! Agora como você acha que vou passar meus dias? Caralho, já não é mole viver sem saber quem ou o que vai comer no dia seguinte, agora tenho que me preocupar com minha porra que decidiu sair andando, falando, cagando, mijando e vomitando?

Lutei tanto pra anular minha existência, apenas para ser o responsável por uma alheia?

Que catzu de ironia é essa?

Que merda de Deus filho da puta é esse que permite que um nada como eu procrie?

E o primeiro que vier com comentários de Linhas Tortas, Providência, ou Ele Sabe o Que Faz, faço questão de sodomizar com um crucifixo GG.

Doutor, eu tô fodido!

14.4.05

Insones

[Transcrição]

Brrriiiiiiiiing...

- Alô?

- Oi, Zê.

- ...

- Sou eu...

Plem!

Dez segundos depois.

Brrrriiiiiiing...

Brrrriiiiiiing...

Brrrriiiiiiing...

- Que é que você quer?

- Nada muito sério. Como você tá?

- De saco cheio pra atender telefonemas inconvenientes no meio da noite.

- Tava dormindo?

- Não te interessa.

- Tava pensando em mim?

- Vai pra puta que pariu!

Plem!

Dois minutos depois.

Brrrriiiiiiing...

Brrrriiiiiiing...

Brrrriiiiiiiiiiiiiiiiiing!

- Caralho!

- Zê, desculpa.

- Hã?

- Desculpa ligar essa hora.

- Agora você tá me deixando assustado. Nunca te vi pedir desculpas por nada.

- Babaca.

- Pronto, essa é a puta que eu conheço. Cê não tá com problemas, tá? Porque se estiver eu quero que se foda.

- Tu... tu... tu... tu...

Plem!

Trinta segundos depois.

Brrrriiiiiiing...

- Fala.

- Zê, o lance é sério.

- Ah...

- Zê, cala a boca um instante? Porra, tô falando que o lance é sério!

- Então desembucha, cacete!

- ...

- Vai entender! Me manda calar a boca, faz um suspense, e depois fica muda! Quer saber? Vai tomar no olho do cu! Piranha! Vagabunda!

- Amanhã eu vou aí.

- E isso por acaso é importante? Nem precisava se preocupar em ligar. É só aparecer aqui que enfio a porta na tua cara.

- É sério, Zê. A gente tem que conversar.

- Então fala logo, caralho! Precisa fazer esse suspense todo?

- Até amanhã...

- Espera aí!

- Tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu... tu...

Plem!

[Fim da Transcrição]

Pronto, acabou com minha noite. Acabou com meu dia.

Merda.

6.4.05

O papa morreu? Antes ele do que eu!

Doutor,

estava planejando escrever um resumão das merdas que aconteceram durante seu período de férias e o meu desconectado, mas não tive saco pra isso. A verdade? Não aconteceu nada muito importante, só as merdas de sempre de meu dia-a-dia medíocre. Digno de nota? Quase perdi o emprego por causa de uma discussão besta com um babaca do trampo, mas acabei levando a melhor e ele não. Foi pra rua. E vomitaram em cima do meu carro quando eu passava por baixo de um viaduto.

Quem é o espírito de porco que, estando em um viaduto e sentindo ânsias, gorfa na direção de uma avenida? O jato caiu bem em cima de meu pára-brisa, quase me fazendo acompanhá-lo, e se eu não estivesse relativamente esperto, podia bater o carro. Mas me obrigou a lavar o carro, coisa que não faço normalmente. Eu devia pegar o corno descontrolado e cheio de idéias e fazê-lo de John Bonham. Não sabe? O baterista do Led Zeppellin, que morreu afogado no próprio vômito depois de tomar 40 doses de vodka. Rock'n'Roll!

E o papa morreu. Foda-se. Juro que nunca me liguei em religião e nem nesse papa em particular. Quero que explodam papas, rabinos, aiatolás, mulás, lamas e o escambau.

O problema é que não conseguimos entrar na internet ou na televisão e não ser bombardeado com a morte do velho. Só falam nisso! Morreu no sábado, e vão deixar o corpo apodrecendo pra visitação pública até sexta. E dá-lhe uma cambada de católico necrófilo na fila. Virou ponto turístico. Só faltava venderem bonequinhos do papa deitado com aquela roupa de super-herói bizarro, e camisetas: "Eu fui no velório do papa!".

Na boa? O velho já tinha morrido faz uns 3 anos. Só tinha esquecido de fechar os olhos. Morreu, morreu, pronto. Escolhe outro velho retrógrado e pseudo-moralista no lugar e toca pra frente.

E a Globo tá fazendo tanto marketing com o D. Cláudio Hummes que, caso ele seja escolhido (difííííícil...) com certeza eles vão tocar aquela vinheta jurássica: "Brasil-sil-sil!". E o Galvão vai narrar a coroação: "Bem amigos da rede Globo, olha lá, o cardeal chegou com a coroa! D. Cláudio é Brasil no Vaticano! Vai lá, segurando a coroa na ponta dos dedos! Ele está jogando com a Bíblia embaixo do braço! Hoje todo brasileiro é coroinha! Vai lá, desceu... Coroou!", e a vinheta de novo: "Brasil-sil-sil!".

E o melhor momento desse papa finado (e não papa-defunto, que é outra coisa) foi o show da Fafá de Belém quando ele veio pro Brasil. Conhecida pelos peitões e pelos decotes generosos, a doida foi cantar pro Papa "Ave Maria" de véu, que nem beata! Acho que a escolha da música foi por causa da interjeição que foi gritada em côro pelo Brasil inteiro quando viram tamanha aberração.

E eu acho que qualquer homem, mulher ou bicho que inspire o Roberto Carlos a cantar não deveria merecer o reino dos céus. Pelo menos uns 100 anos no purgatório, pelo mal espalhado em rede nacional.

Minha mãe era carola daquelas de ter foto do Papa em cima da porta da cozinha e Jesus com cara de diarréia na sala. Ela até tentou me encaminhar pro catolicismo caipira e tacanho dela, mas eu desde cedo estava destinado à devassidão de uma vida sem crença. Se eu estiver certo, já estamos no inferno, e além disso aqui só tem lucro. Senão, vou pro inferno e queimarei por toda a eternidade. Bela bosta.

Repito: o papa morreu? Antes ele do que eu! E antes que entupam minha caixa de comentários com excomungações e infamidades, aviso a todos: estou cagando e andando pros seus comentários. Se opinião fosse uma coisa boa não seria de graça. Enfiem no cu suas convicções.

Doutor, se sua secretária continuar me destratando por telefone, não estranhe se um dia ela não for trabalhar, e nem telefonar dando desculpa.

Já está avisado.

4.4.05

Novo endereço, mesma merda de sempre.

Doutor,

finalmente consegui resolver o problema do antigo blog: abandonei-o.

O original (http://psicopataenrustido.weblogger.com.br), foi bloqueado aqui no meu trampo. Não conseguia mais colocar mensagens. E como tive uma semana de merda, não consegui pensar em nada pra resolver isso.

Agora já resolvi o impasse. O endereço novo é esse: http://psicopataenrustido.blogspot.com/. Põe no favoritos. Põe no cu.

Por que eu não postava de casa? Por que você acha? Minha conta telefônica foi bloqueada por falta de pagamento. Meu micro novo só serve pra duas coisas: Paciência e Postal 2.

Recado para a tal "Carla" que mandou comentários no outro blog: sai do meu pé, piranha fodida e entrevada! Você não é Ela! Não pode ser!

Recado para DriDri: sou macho. Heterossexual convicto. Não curto socar barro. Suma ou te estripo com uma faca de manteiga! E espalho tuas entranhas pelo jardim da casa da tua mãe! Bicha do caralho!

Doutor, depois mando um resumão das últimas semanas, só pra registro. Sei que você sentiu minha falta nas suas férias, seu puto sem vida própria, vampiro de sofrimento alheio.

Pode deixar que tenho merda suficiente pra te empapuçar por dias.

Ah, bem vindo à mesma merda.